Copa 2014


Comunicado do Comitê Organizador Local (LOC) sobre Copa do Mundo de 2014


Departamento de Estádios do Comitê inicia nesta quarta-feira vistoria nas 12 cidades
sedes

(CBF.com.br) 03/05/2010 13h16

CBF

O Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014 comunica que se encerrou nesta segunda-feira, dia 3 de maio, o prazo estabelecido para o início das obras de construção de estádios nas 12 cidades sedes.

A partir do dia 5 de maio, quarta-feira, o Departamento de Estádios do Comitê Organizador inicia por São Paulo o período de vistoria técnica dos estádios e também de avaliação do cronograma de obras em cada uma das 12 cidades.

O período de visitas se encerrará no dia 20 de maio, em Salvador.

 Veja a programação de visitas do Departamento de Estádios para vistoria dos estádios e avaliação do cronograma de obras.

5 de maio – São Paulo

6 de maio – Porto Alegre

7 de maio – Curitiba

10  de maio – Belo Horizonte e Rio de Janeiro

11 de maio – Brasília

12 de maio – Manaus

13 de maio – Cuiabá

17 de maio – Fortaleza

18 de maio – Natal

19 de maio – Recife

20 de maio – Salvador

João Paulo Jesus Lopes, além de ser diretor de futebol do São Paulo é vice secretário de estado do governo Paulista (Transportes Metropolitanos).

Nesta entrevista exclusiva e esclarecedora, ele fala não só do São Paulo e da taça das bolinhas, como também da polêmica questão envolvendo o Morumbi na Copa de 2014.

Acompanhe.

ML – Como o São Paulo recebeu a informação de que o árbitro do jogo de hoje (José Henrique de Carvalho) mesmo suspenso pela CBF foi escalado pela Federação Paulista?

JP – O Barão de Itararé, grande Humorista do passado, dizia o seguinte: de onde você espera que não venha nada, não vem nada mesmo!

Eu só quero dizer isto, eu vou esperar o que?

ML – A CBF designou a Federação Paulista para entregar ao São Paulo a polemica taça das bolinhas, Marco Polo Del Nero disse que vai entregar o troféu ao clube em um carro de bombeiros, a diretoria do São Paulo subiria neste carro?

JP – O importante de uma taça é o simbolismo que ela representa, e ela representa os cinco títulos de grande relevância que o São Paulo conquistou.

O foco do departamento de futebol é conquistar títulos.

O que vai ser feito com a taça, como ela vai ser recebida, é um problema do departamento de patrimônio, não do departamento de futebol.

O que eu posso dizer nesta questão é que estou sentindo mais entusiasmo da própria federação Paulista para entregar a taça, do que do clube.

Nós vamos receber a taça com toda a elegância, com toda a honra, pelo simbolismo que ela tem, da conquista de cinco campeonatos Brasileiros dentro do campo sem ninguém nos ajudar!

ML – Mas o senhor subirá no carro do corpo de bombeiros junto com o presidente da federação Paulista para receber a taça das bolinhas?

JP – Se o caminhão do corpo de bombeiros prometer que vai nos resgatar desta administração e apagar o incêndio que foi feito com o futebol Paulista, eu vou!

ML – O jornal “ O Estado de São Paulo” publicou duas matérias dando conta de que a FIFA vetaria o estádio do Morumbi para a Copa de 2014, a própria entidade negou a informação, assim como o governo municipal e estadual.

De qualquer forma o Morumbi ficou no olho do furacão.

Como a diretoria do clube se posiciona diante desta situação?

JP – A situação do São Paulo hoje é confortável.

Ele cumpriu todas as exigências que a FIFA mandou.

Encaminhou o projeto para o comitê Paulista, para o comitê governamental e todo o material já está de posse da FIFA.

O São Paulo tem que prestar contas ao comitê organizador da Copa de 2014 e as informações vindas de lá são positivas.

Não nos surpreende, contudo, que freqüentemente e até em momentos políticos, apareçam informações desencontradas.

Me surpreende sim um jornal da respeitabilidade de O Estado de São Paulo, dirigido por uma família de extrema repercussão e São Paulina, inclusive, possa abrigar noticias tão estapafúrdias!

Pelo que pudemos apurar as fontes que passaram as informações ao jornalista Silvio Barsetti são bastante relevantes!

Isso só nos deixa com a certeza que de há um grande interesse político, um grande interesse em construir um novo estádio!

É obvio que estes interesses movimentam uma oposição muito forte ao nosso estádio, além daqueles que gostam de atirar pedra em laranjeira que dá fruto!

O que posso dizer é que nosso projeto vai muito bem, nós temos todo o apoio do governo do estado de São Paulo, da prefeitura e do governo Federal.

Tenho ouvido que o prefeito vai desistir do Morumbi, que o governador não vai mais apoiar!

As fontes do jornalista que sabemos de onde vem, tem a petulância de se apresentarem mais informadas até do que os próprios governos, o que é um absurdo!

Isso é o rabo abanando a vaca!

ML – É importante esclarecer a questão financeira. Alguns garantem que o novo projeto do Morumbi custará 1 bilhão de reais, qual o real valor da obra e aproveitando, fale sobre a reunião desta segunda-feira do São Paulo com o BNDES para tratar do empréstimo de 150 milhões de reais para as reformas do estádio?

JP – É totalmente inverídica a informação de que a reforma custará 1 bilhão.

O numero que chega ao comitê estadual do qual faço parte é da ordem de 300 milhões de reais, agora, depois das mudanças no projeto!

Números facilmente comprováveis, porque o São Paulo abriu mão de 250 milhões de reais da linha de crédito que o BNDES oferece (400 milhões).

Este dinheiro será usado pelo governo do estado através da companhia do Metrô para as obras do entorno do estádio e da futura linha 17, a linha ouro, que vai sair da estação São Judas e passará pelo aeroporto, estação Morumbi da CPTM, região da favela de Paraisópolis e chegará até a estação Morumbi/Butantã na linha amarela.

Para você ter uma idéia da importância da linha 17, a previsão de uso é da ordem de 220 mil passageiros por dia, após sua inauguração!

Este número representa a metade do uso de todo o metrô do Rio de Janeiro!

Este número representa o volume de dois terços do metrô de Washington, capital dos Estados Unidos!

É um legado importantíssimo para a população!

É por isso que o governo do estado de São Paulo está apoiando a construção desta linha e das obras que serão feitas na região do estádio do Morumbi.

ML – O estacionamento que será construído em frente ao estádio e o monotrilho que ligará a estação Butantã ao Morumbi, também são obras de responsabilidade do Metrô?

JP – O monotrilho na verdade faz parte da linha 17 e o estacionamento será construído para ser usado pelos usuários da estação.

O numero de vagas ainda está sendo definido, mas será um pouco superior a mil vagas.

Este número atende plenamente as necessidades da companhia em primeiro lugar e também do estádio em razão da Copa do Mundo.

Este estacionamento será feito em baixo de uma grande área verde, de uma praça arborizada, onde ficará também a estação do metrô.

ML – É possível construir um estádio para a Copa no terreno de Pirituba como vem sendo especulado?

JP – O projeto de Pirituba é municipal, da SPturis.

Pelo que eu soube através do Caio Luiz de Carvalho, este é um projeto para um centro de convenções que será implantado ao longo dos anos e que certamente não será concluído antes da copa do mundo.

É um projeto voltado para shows, para convenções, poderá até ter um campo de futebol.

O numero de espectadores em um estádio que se poderia construir lá é de 40 mil, muito inferiores ao mínimo exigido pela FIFA, para uma abertura de copa do mundo.

É um grande projeto da prefeitura e torço e para que seja implantado, porque vai dotar a cidade de um equipamento que hoje não tem.

Agora, temos a convicção de que este projeto não tem a mínima condição de ser implantado até 31 de dezembro de 2012, que é o prazo final definido pela FIFA para que todas as instalações estejam concluídas para a copa das confederações.

* Esta entrevista já está disponivel também em meu novo blog no site Kigol (kigol.com.br/mlima)

Autor: Caio Luiz de Carvalho
Fonte: Folha de São Paulo

Desde que começou a corrida pela Copa de 2014 no Brasil, o estádio do Morumbi foi indicado como sede dos jogos em São Paulo por vários motivos.

Ele é o maior da cidade, tem a capacidade exigida, tem a melhor infraestrutura e o SPFC se comprometeu a investir recursos próprios nas reformas, inclusive assinando oficialmente esse compromisso.

O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, após estudo inicial, consideraram que seria uma irresponsabilidade construir um grande estádio com dinheiro público, já que só o município possui outros sete, alguns subutilizados.

Um novo, com mais de 65 mil lugares para abrigar a abertura, seria caro e apenas mais um para bancar após a Copa.
Dessa forma, optamos por focar os investimentos em intervenções realmente necessárias, como transporte público e mobilidade.

O comitê paulista e o SPFC têm feito sucessivos esforços para atender às exigências da Fifa para o estádio, sempre visando a partida de estreia da Copa.
O projeto do Morumbi passou por várias adaptações, o que é natural, já que se trata de um processo dinâmico e que conta com análises constantes da Fifa.

E assim ocorreu com outras cidades. Mas, apesar de Belo Horizonte e Brasília também pleitearem a abertura, só se fala na capital paulista.
No fim do mês passado, representantes da entidade declararam que os últimos ajustes teriam deixado o projeto do estádio “no caminho certo”, apesar de ainda apontarem ajustes para termos abertura ou semifinal.

Assim, um novo projeto do Morumbi foi entregue à Fifa nesta quinta e atende à integralidade das exigências técnicas, incluindo a eliminação dos “pontos cegos”.
Está estimado em menos do que os R$ 400 milhões que serão liberados por meio de empréstimo do BNDES.

Para se ter uma ideia, o estádio Mané Garrincha, em Brasília, custará inicialmente R$ 700 milhões, somente com a reforma do local.
Então levanto algumas questões: quem vai pagar essa conta?
Esse investimento vale a pena?
E, principalmente, como será o dia seguinte?

Temos de adaptar a Copa à nossa realidade, e não gastar bilhões em estádios, com tantos problemas no país.
É preciso trabalhar pela infraestrutura das cidades. E ainda precisamos ver as lindas maquetes serem concretizadas, pois nenhum tijolo foi colocado
. E o Morumbi já possui muitas necessidades prontas.

Contudo, até o estádio paulista, que fica no centro financeiro do país e será menos dispendioso que os demais, teve dificuldades para atrair patrocinadores.
Por isso, podemos imaginar o que enfrentarão as outras cidades.
Ou seja, no fim, o governo federal terá de pagar a conta de estádios caros, que poderão ter um custo ainda maior até o fim das obras (pelo histórico nacional, com certeza terão) e correrão o risco de ser “elefantes brancos”, a exemplo do Engenhão.
Não nos esqueçamos que, das 12 cidades-sede, nove contarão com estádios públicos.

Além disso, acreditamos que São Paulo vai ganhar com a Copa, de uma maneira ou de outra. Continuamos brigando pela abertura e, com o projeto atual do Morumbi, acreditamos que é muito possível, mas ainda que não consigamos a partida inaugural, poderemos ter até seis jogos.

A capital paulista também deve receber o congresso da Fifa, com mais de 5.000 pessoas, e realizará as “fan fests”, que movimentaram milhões na Alemanha e já estão sendo estrategicamente pensadas.
Ao mesmo tempo, temos de lembrar que São Paulo recebe 70% dos voos internacionais, distribui outros 70% dos voos pelo país, detém 15% do PIB nacional, possui a grande maioria das sucursais de multinacionais, tem a maior oferta hoteleira da América do Sul e abriga o maior número de eventos internacionais das Américas.

O negócio está aqui. São Paulo quer a abertura da Copa, mas não a qualquer custo.
Governo do Estado e prefeitura não farão festa com verba pública.

Seria irresponsabilidade tentar erguer agora um novo estádio para 65 mil pessoas, que custaria mais de R$ 1 bilhão, com um projeto que teria de sair do zero.
E a Fifa decretou que as obras devem começar em maio.

Vivem nessa metrópole 1 em cada 10 brasileiros, e temos outras prioridades.
Vamos concentrar nossos esforços para resolver os maiores gargalos, que são a mobilidade e o transporte público, legados que ficam quando a festa se for.
São Paulo quer a Copa, mas a Fifa também precisa de São Paulo.
Essa é a verdade.

E temos uma matriz de responsabilidade traçada pelo prefeito Gilberto Kassab e o então governador José Serra que não será violada enquanto capitanearmos o comitê paulista.

CAIO LUIZ DE CARVALHO é presidente da SPTuris, coordenador do Comitê Paulista para a Copa de 2014 e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Foi ministro do Esporte e Turismo e presidente da Embratur (governo Fernando Henrique).

O técnico Ricardo Gomes não revelou o esquema que pretende adotar no jogo de domingo contra o Santos.

Durante a semana foram feitos dois treinamentos coletivos e testados dois esquemas diferentes: o 4-4-2 e o 4-3-3.

O sistema defensivo não mudou em nenhum dos casos e deve ser formado por Rogério Ceni, Cicinho, Alex Silva, Miranda e Richarlyson.

O meio campo com dois atacantes (Dagoberto e Fernandinho) foi formado com Rodrigo Souto, Hernanes, Cleber Santana e Jorge Wagner.

Com Washington entrando no ataque ao lado de Dagoberto e Fernandinho, o meio campo foi formado por Jean, Rodrigo Souto e Hernanes.

Ainda existe uma terceira possibilidade.

Formar as duas linhas de quatro do segundo tempo do jogo do Morumbi, com a entrada de Richarlyson no lugar de Junior César.

O time com esta opção seria: Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson, Cicinho, Rodrigo Souto, Hernanes e Jorge Wagner, Dagoberto e Fernandinho (Washington).

Para Ricardo Gomes, Richarlyson é um jogador acima da média e por isso vai colocá-lo em campo como titular no domingo, mesmo voltando de contusão.

Segundo o treinador, o bom preparo físico de Richarlyson será importante para reforçar o sistema defensivo contra o Santos.

O São Paulo enviou para a FIFA o projeto de reforma do Morumbi para a Copa de 2014, somente às 23h30min desta quinta-feira.

A expectativa é de que a entidade se manifeste daqui a 2 ou 3 semanas.

Como todos os aspectos técnicos foram atendidos, a tendência é de que finalmente a FIFA de ok para o projeto.

Na segunda-feira o São Paulo tem reunião marcada com Elvio Pascoal, executivo do BNDES, para tratar do empréstimo relativo a Copa de 2014.

A linha de crédito oferecida pelo Banco exclusivamente para as reformas ou construções de estádios para a Copa no Brasil é de 400 milhões de reais.

O São Paulo vai tomar emprestado do BNDES 150 milhões de reais.

Os outros 250 milhões serão emprestados ao governo de São Paulo que por sua vez repassará o dinheiro ao Metrô, para a conclusão das obras de mobilidade no entorno do estádio.

A reforma do Morumbi, com as alterações feitas no novo projeto, está orçada em 300 milhões de reais.

O secretário Geral da FIFA, Jerôme Valcke, esteve ontem em Brasília reunido com o Ministro dos Esportes, Orlando Silva.

Os dois trataram do projeto que prevê isenção fiscal para os parceiros da FIFA de 2011 á 2015.

O ministro dos esportes aproveitou para reiterar mais uma vez que defende a abertura da copa de 2014 na cidade de São Paulo e no estádio do Morumbi.

O prefeito Gilberto Kassab e Caio Carvalho (Presidente do comitê Paulista) voltaram a dizer publicamente que não há um plano B para a cidade de São Paulo.

Em seu Twitter, Caio Carvalho disse ser impossível a construção de um estádio em tempo hábil no terreno de Pirituba, como foi especulado.

As desapropriações que serão feitas, sequer começaram e a prefeitura já avisou que no local está planejada a construção de um grande centro de convenções e não um estádio de futebol.

A alta cúpula tricolor esta de olho na reação dos torcedores em relação a taça das bolinhas.

Embora diga publicamente que ficará com a taça, não será surpresa se alguma ação for estudada para que São Paulo e Flamengo não saiam perdendo com a situação.

Várias sugestões estão sendo feitas e todas serão avaliadas pela diretoria.

Desde a doação da taça para o Museu do futebol, passando por uma réplica a ser dada ao Flamengo, até mesmo na disputa em campo na pausa do Brasileirão durante a copa do mundo, com um jogo no Maracanã e outro no Morumbi.

Este e todos os outros textos publicados no blog, já podem ser encontrados tambem no Kigol (www.kigol.com.br)

O projeto do Morumbi a ser apresentado amanhã pela GMP ao comitê organizador da Copa de 2014 foi feito exatamente como determinou a FIFA.

Todos os detalhes pedidos pela entidade foram acrescidos.

Pelo menos tecnicamente, o estádio estará apto a receber um jogo de semifinal ou de abertura, é o que garantem os envolvidos.

Politicamente porem, a batalha ainda esta longe de acabar.

Pelo sim, pelo não, Juvenal Juvêncio tratou de viajar para Brasília, onde está desde ontem.

O presidente São Paulino só volta à capital nesta quinta-feira, data da apresentação do novo projeto.

Pelo que pude apurar, as principais mudanças feitas pela GMP, estão no anel intermediário e nas arquibancadas.

Com o rebaixamento do gramado, todo o anel intermediário será prolongado e não só o setor vermelho, onde se encontram as cadeiras cativas.

As arquibancadas, também terão um leve prolongamento, acompanhando o anel intermediário.

Com isso a pista de atletismo, alvo de muitas discussões, vai sumir do mapa e os camarotes inferiores, serão transferidos para a parte de cima.

Empreendimentos já feitos no anel térreo, não precisarão ser desativados, mas, ficarão sem a visão que hoje tem do gramado.

Se realmente tudo isto for feito, o Morumbi deverá ficar fechado por 2 anos para que se transforme na arena projetada no papel.

Esta é uma projeção feita em caso de aprovação e confirmação oficial da FIFA em relação ao Morumbi, na copa de 2014.

O acordo fechado com a Hypermarcas vai até o começo de Maio, mas, as conversas sobre o patrocínio continuam normalmente.

As empresas que negociam com o São Paulo já são conhecidas de todos.

Até agora a melhor proposta continua sendo a feita pela JBS Friboi e divulgada aqui no blog (cerca de 37.5 milhões de reais, ano).

A diretoria continua trabalhando com o numero de 40 milhões de reais por ano para bater o martelo.

A empresa que chegar a este valor tem grandes chances de vencer a concorrência.

No futebol, o clima é de aparente tranqüilidade.

Todos no elenco sabem que será difícil conseguir a classificação, mas ninguém classifica o jogo como sendo uma missão impossível.

Os matemáticos de plantão já fazem suas contas na Libertadores.

Segundo Tristão Garcia, o time que chegar aos 11 pontos tem 99% de chances de se classificar.

Se as contas estiverem certas, o São Paulo vai as oitavas de final mesmo com um empate contra o Once Caldas no dia 21.

O problema seria se classificar em segundo lugar no grupo 2 já que certamente teria sua vida complicada nas fases seguintes.

Dos jogadores que vem sendo pouco ou nada aproveitados, pelo menos 4 devem sair nos próximos dias.

O atacante Roger está com um pé na Portuguesa, embora desperte interesse de Atlético Mineiro e Vitória.

Outro que chegou a interessar ao Atlético é o volante Renan, que deve parar no Guarani.

O lateral direito Wagner Diniz, tratado como o patinho feio do elenco, está de malas prontas para Curitiba, onde vai defender o Atlético Paranaense.

Já o Argentino Adrian Gonzalez foi pouco utilizado no ano passado e não convenceu ao técnico Ricardo Gomes que não conta com o jogador para esta temporada.

Como Adrian tem contrato até o final do ano, deve entrar em acordo com a diretoria e fazer uma rescisão amigável.

O atacante Nunes do Santo André interessa ao São Paulo.

A primeira proposta do tricolor, não agradou, mas as partes continuam conversando.

Nunes é São Paulino fanático e é figurinha carimbada nas arquibancadas do Morumbi quando o tricolor joga pela Libertadores.

O atacante interessa ao Vitória mas pediu a seu empresário que antes de qualquer clube, tente o acerto com o São Paulo.

Perguntado sobre a negociação, Nunes disse que só vai se pronunciar depois do campeonato Paulista, até porque seu time está com um pé e meio na decisão.

* O São Paulo também está observando o atacante Ricardo Bueno, que esta jogando o Paulistinha pelo Oeste mas pertence ao Grêmio*

O São Paulo ousou contrariar Ricardo Teixeira, o dono do futebol Brasileiro, na eleição do clube dos 13.

Juvenal Juvêncio não só votou contra o candidato da CBF, como saiu como vice na chapa de Fabio Koff.

Ninguém peita Ricardo Teixeira e fica impune.

O São Paulo trava uma enorme batalha (principalmente política) para confirmar o estádio do Morumbi como palco do jogo de abertura da Copa em 2014.

O relacionamento do clube com a CBF, historicamente, nunca foi bom.

Por conta da Copa do Mundo, houve uma aproximação entre as partes, até porque, Ricardo Teixeira é também o presidente do comitê organizador da Copa no Brasil.

A cúpula São Paulina sabia que votar contra os interesses da CBF na eleição do clube dos 13, poderia dificultar e acirrar ainda mais as criticas ao Morumbi.

Coincidência ou não, Ricardo Teixeira, há duas semanas, em uma entrevista a rede Globo, criticou pela primeira vez a candidatura do estádio de São Paulo.

A crítica do presidente da CBF causou surpresa já que alguns dias antes, Jerôme Valcke, até então o maior critico do Morumbi, teceu elogios ao novo projeto do estádio (que só será entregue nesta quinta-feira).

Este foi apenas um aviso do poderia vir pela frente caso o São Paulo mantivesse sua postura na eleição do clube dos 13.

O pleito ocorreu conforme o esperado, com a vitória de Fabio Koff e com Juvenal Juvêncio como vice na chapa.

Logo após a eleição, vários jornalistas escreveram em suas tribunas sobre possíveis retaliações ao Morumbi na copa do mundo.

Eis que nesta terça-feira (apenas 1 dia após a eleição), o competente jornalista Silvio Barseti do grupo estado, publica matéria informando que a FIFA pretende excluir o Morumbi, não só da abertura, como também de toda copa do mundo.

Silvio Barseti cobre há muitos anos o dia a dia da CBF, logo, é bem informado das coisas que acontecem por lá.

Fez a matéria, baseado em informações que recebeu de fontes em que confia.

O secretario geral da FIFA estará nesta semana no Brasil.

Na quinta-feira terá reunião com o comitê Geral, comitê Paulista e com a diretoria do São Paulo.

Nesta reunião, Jerôme Valcke anunciaria oficialmente o veto da FIFA ao Morumbi.

O São Paulo e o comitê Paulista afirmam que o possível veto não existe (ambos emitirão neta terça-feira um nota oficial a respeito do assunto) e que o novo projeto do estádio (aprovado pelos três comissários que vistoriaram o Morumbi e elogiado por Valcke) será apresentado oficialmente na reunião de quinta-feira.

Pela lógica, se o projeto ainda não foi apresentado, não poderia ser rejeitado de antemão.

A GMP, empresa de arquitetura Alemã contratada para fazer o novo projeto, garante que todas as exigências feitas pela FIFA, foram atendidas.

A verdade será conhecida em poucos dias.

Na reunião de quinta-feira, entre FIFA, comitê Geral e comitê Paulista, saberemos se realmente o Morumbi esta fora da Copa, ou se a noticia do veto foi apenas mais um ato nesta guerra política.

* A FIFA emitiu nota em seu site oficial, negando que tenha feito qualquer veto ao estádio do Morumbi*

** O Prefeito Gilberto Kassab voltou a afirmar que não há plano B e que a prefeitura não investirá na construção de um novo estádio em São Paulo **

O São Paulo apresentou ontem seu novo patrocinador.

Pelos próximos 5 jogos a Hypermarcas estampará dois de seus produtos na camisa do clube: Bozzano e Zero Cal.

O vice-presidente de Marketing do São Paulo, Julio Casares, conversou comigo após a apresentação das novas camisas do tricolor.

ML – Como foi feito este patrocínio de curta duração com a Hypermarcas?

JC – Nós vínhamos conversando com eles desde novembro do ano passado, mas nós tínhamos uma clausula contratual com o antigo patrocinador até março deste ano, o que acabou atrasando nossa negociação.

Com a classificação do São Paulo a negociação acabou ocorrendo.

Mas é bom deixar bem claro que nestes 30 dias que estaremos com a Hypermarcas, estaremos conversando com outras empresas para o fechamento de um patrocínio maior, de longa duração, para constituir um novo case no futebol Brasileiro.

ML – O presidente Juvenal Juvêncio disse outro dia que seriamos surpreendidos em relação ao próximo patrocínio do clube, com um valor superior a 40 milhões de reais, isso é real ou utópico?

JC – Estamos trabalhando para que isso se torne realidade, temos que entender que em razão deste patrocínio com a Hypermarcas, o São Paulo entra em uma ativação de patrocínio em um momento difícil no mercado.

Todas as grandes empresas têm sua verba de patrocínio destinada ao começo de ano e nós já estamos em Abril, entretanto nós esperamos sim atingir este objetivo.

A negociação com o São Paulo esta acontecendo sem a pressão financeira, já que com os shows no Morumbi e com outras ações no estádio nos dá uma folga financeira para que nós possamos negociar com tranqüilidade.

ML – O Morumbi vem sendo alvo de muitas criticas em relação à copa do mundo, em razão disso o São Paulo vem encontrando dificuldades para fechar acordos com a iniciativa privada para a reforma do estádio, já que com o BNDES já está tudo certo?

JC – Nós temos conversas adiantadas com algumas empresas e objetivamente com o BNDES.

As constantes criticas através da imprensa vem dificultando as coisas sim, porque o investidor que está conversando com o São Paulo, vê as criticas e dá dois passos para trás.

Nós já recebemos uma aprovação da FIFA em relação ao novo projeto do Morumbi e depois soubemos de uma critica da CBF que não entendemos, mas firmamos uma adesão de que vamos cumprir todas as exigências.

Agora precisamos da aprovação do projeto para a formalização dos contratos com os parceiros.

Qual parceiro firma contrato quando vê uma enxurrada de criticas ao Morumbi?

Todos os parceiros que foram anunciados nos Últimos anos têm um protocolo de um aporte adicional no estádio.

Mas só serão formalizados e adiantados quando tivermos a certeza de que o projeto não terá mais nenhum tipo de reparo e será totalmente aprovado.

No dia 15 entregaremos o projeto final, o São Paulo vai entregar seu projeto antes do prazo final e vai cumprir rigorosamente o que a FIFA exigir.

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