O clima na reapresentação do elenco São Paulino não foi dos melhores.

Foi feita uma reunião entre o elenco e a comissão técnica.

Quem mais falou foi Ricardo Gomes.

O treinador cobrou Washington por suas declarações após a partida contra o Santos na frente de todo o grupo.

Os jogadores também não aprovaram a atitude do atacante que criticou publicamente o treinador São Paulino.

Washington deve receber uma multa da diretoria.

A reação forte do grupo e da diretoria com Washington tem muito a ver com o que aconteceu no ano passado, quando o ambiente interno começou a degringolar depois das várias cobranças e críticas feitas via imprensa por Hugo e Borges á Muricy Ramalho por ficarem na reserva.

A idéia é cortar o mal pela raiz.

O moral do grupo esta baixo após a humilhante eliminação da semifinal do Paulistinha.

O assunto foi tratado na reunião desta segunda-feira.

A ordem é vencer o Once Caldas de qualquer jeito, não só para garantir o primeiro lugar no grupo, mas principalmente para trazer a confiança do torcedor ao time e levantar o moral.

Embora o discurso da diretoria seja de total apoio a Ricardo Gomes, a verdade é que o trabalho do treinador está sendo muito contestado por conselheiros e diretores próximos a Juvenal Juvêncio.

Mas a verdade é que Ricardo Gomes só não cumprirá seu contrato até o final (julho) se o time for eliminado precocemente da Libertadores.

A audiência no TJ que julgaria a liminar a favor do São Paulo no caso Oscar foi adiada e não tem data para acontecer.

Como a audiência de conciliação entre as partes foi marcada para o dia 30 de Abril, é bem provável que não haja a necessidade do julgamento da liminar.

Mais uma reunião entre o São Paulo e diretores do BNDES aconteceu no Morumbi.

Foram discutidos termos técnicos sobre a linha de crédito para a Copa do Mundo.

O São Paulo ainda tenta fazer o empréstimo dos 150 milhões reais que pegará com o Banco, sem um intermediário, o que diminuiria os juros da transação.

Mas dificilmente o BNDES aceitará emprestar o dinheiro diretamente ao clube.

O mais provável é que um banco privado seja o intermediário.

Hoje o Bradesco seria o escolhido, mas outros bancos estão interessados e conversam com a diretoria tricolor.

Certo mesmo é que a linha de crédito oferecida pelo BNDES, não só ao São Paulo, mas, para todas as 12 sedes da Copa de 2014, só será liberada, depois que houver um ok da FIFA e do Comitê Local aos projetos de reformas e construções dos estádios.

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