Após a apresentação do novo patrocínio do São Paulo, conversei com o diretor de futebol do clube, João Paulo de Jesus Lopes.

Acompanhe a entrevista aqui no blog.

ML – Fale sobre este patrocínio pontual feito com a Hypermarcas.

JP – Este patrocínio pontual é importante para que nossos executivos possam trabalhar com tranqüilidade em busca de um patrocínio definitivo que seja ótimo para o São Paulo.

Acho muito bem vinda uma fonte de receita alternativa.

ML – Nós estamos em Abril e até agora o São Paulo não fechou um patrocínio máster, o clube está passando por dificuldades financeiras e por isso tem que fechar patrocínios de curta duração?

JP – Não, não temos dificuldades financeiras.

Você saiba que desde 2004 os balanços do clube são superavitários e em 2009 isto também ocorreu.

Isto nos permite fazer um planejamento de custos e despesas compatível com esta ótima receita.

Nós temos sempre tido um numero substantivo no patrocínio e acredito que isto novamente ocorra.

ML – Como o vê a questão política envolvendo a eleição no clube dos treze, já que Juvenal Juvêncio será o vice na chapa de Fábio Koff e por conta disso, Ricardo Teixeira que apóia o Kleber Leite, opositor nas eleições, chegou até mesmo a criticar o estádio do Morumbi para a Copa de 2014, coisa que nunca havia feito anteriormente?

JP – O São Paulo esta fazendo um belíssimo projeto para a copa e a sinalização que recebemos do Jerôme Valcke, nos diz que estamos no caminho certo.

É obvio que circunstancias eleitorais são esperadas, tem um ditado que diz: em tempo de guerra boato é como um pedaço de terra.

O São Paulo está apoiando o Fabio Koff e é um dos fundadores do clube dos 13, que é uma entidade que foi criada com a finalidade de cuidar dos interesses dos clubes em relação ao futebol Brasileiro.

O candidato da oposição não tem esta representatividade, de tal sorte que o próprio clube de coração não o apóia.

O São Paulo acredita que o melhor por interesse dos clubes é ter independência e a independência está em Fabio Koff.

ML – Hoje o quadro é favorável a Fabio Koff, o senhor acredita que seja Possível uma reviravolta no quadro eleitoral ou não?

JP – Estou muito otimista pelos números apresentados pelo presidente Juvenal Juvêncio, agora a outra candidatura tem aliados muitos poderosos e às vezes os instrumentos de pressão podem funcionar.

Mas acredito que aqueles clubes fortes, firmes, estão com a candidatura do Fabio Koff.

ML – Como o senhor está vendo o trabalho de Ricardo Gomes, é verdade que o clube já pensa em renovação de contrato?

JP – São duas questões que devem ser respondidas isoladamente.

Em primeiro lugar estamos muito satisfeitos com o Ricardo Gomes.

O trabalho feito é muito bom e não só o trabalho dentro das quatro linhas e sim no dia a dia.

Ele tem muito dialogo com os atletas e eles gostam dele.

Ele tem o perfil do clube, como esperávamos trouxe novas técnicas do exterior e estamos muito satisfeitos.

Quanto à questão do contrato, não vemos nenhuma necessidade de pensar neste assunto agora, porque no futebol as coisas têm que ser pensadas no momento certo e este não é o momento para isto.

Os contratos do São Paulo com os profissionais da comissão técnica não tem multa, então tanto faz prorrogar o contrato por dez anos ou não.

Porque o técnico pode sair por vontade própria ou por vontade do clube a qualquer momento sem que haja o pagamento de multa rescisória.

Ninguém fica escravo de uma situação por causa de uma multa como acontece em outros clubes.

Esta liberdade nos permite que só pensemos em renovação nos momentos oportunos.

ML – Para encerrar como a diretoria esta vendo e tratando do caso de Oscar e Lucas Piazon?

JP – A hora que os dois meninos se exorcizarem, não tenho duvida que eles mudarão de opinião sobre Jogar no clube.

Eles entendem que há direitos que precisam ser esclarecidos e a justiça é o melhor foro para isto.

O São Paulo tem tido vitórias na justiça de tal sorte que hoje está consagrado judicialmente que os dois jogadores devem voltar.

Eles estão apelando para alguns recursos e nós vamos aguardar.

Eu antecipo: são jovens, são garotos, no momento de seu retorno serão muito bem recebidos e reintegrados com todo o carinho ao nosso elenco.

ML – O senhor acredita que Oscar, que mais uma vez reiterou que não voltará ao clube com esta diretoria, voltará a fazer parte do elenco?

JP – Acredito que sim, acho que é uma situação de momento e faz parte da natureza a rebeldia da juventude.

No momento oportuno ele retornará, e repito, será muito bem recebido, com bastante compreensão e carinho.