O São Paulo segue se preparando para o jogo contra o Nacional do Paraguai na próxima quinta-feira às 21h30min no Morumbi.

Os jogadores começaram a concentração na noite de ontem.

O Técnico Ricardo Gomes fez questão de esconder da imprensa o time que pretende escalar na quinta-feira.

A primeira parte do treinamento de ontem foi fechado.

Após a movimentação, Ricardo Gomes conversou com a imprensa.

Acompanhe aqui os principais trechos da entrevista coletiva do treinador São Paulino.

P – O time que jogou contra o Nacional na semana passada pode ser considerado o ideal ou você ainda pensa em mudanças?

RG – Ainda não dá para definir, fiquei com todo o grupo a disposição apenas um dia antes daquele jogo, a partir daí você conta dez, quinze dias para estar tudo definido, isto quer dizer dois ou três jogos.

P – Você tem visto muitos jogos da Libertadores e o que acha do nível técnico do grupo do São Paulo e da competição?

RG – Uma analise neste começo de competição é muito fria, nesta primeira fase são muitos jogos e você consegue ver uns quatro ou cinco jogos de bom nível.

Na segunda fase o nível técnico melhora bastante, isso é típico deste tipo de torneio, são muitas equipes disputando a competição e não dá para exigir um bom nível técnico desde o começo.

P – O São Paulo vem conquistando os pontos que disputa no Paulista e na Libertadores mas, é criticado pelo futebol apresentado até agora, para você é importante a equipe jogar bem, com um futebol bonito, ou os três pontos bastam?

RG – Acho que esta tendo uma certa confusão, o time não jogou bem contra o Nacional mas, jogou bem contra Ponte Preta e Rio Branco. Quando você não traduz o seu futebol em gols, quando joga por uma hora e marca apenas um gol, ai vem a critica.

Se jogar bem é fazer muitos gols e isso o time não esta conseguindo, ai eu concordo.

Agora o jogo esta sendo bem desenvolvido, nós não estamos conseguindo agredir o adversário, estamos chegando à área adversária e não estamos conseguindo traduzir todo este domínio em gols.

Acho que este é o principal ponto que precisamos evoluir.

P – A lentidão do meio campo, principalmente na saída de bola esta sendo corrigida nos treinamentos?

RG – Isso já foi corrigido, esta critica sobre o meio campo eu fiz após a partida contra o Monte Azul, já ajustamos, o que esta faltando é uma maior agressividade nos últimos 25 metros do campo, conseguindo isso certamente os gols vão surgir e as criticas vão sumir.

P – O que esperar do Nacional, adversário desta quinta-feira?

RG – É um time que joga de forma diferente como visitante, contra o Monterrey no México o Nacional jogou bem e merecia ganhar o jogo, eles têm o comportamento completamente diferente jogando em casa e fora.

P – O Miranda não vem mostrando um bom futebol neste começo de temporada, você tem conversado com ele, acha que a convocação ou não para a Copa do Mundo está atrapalhando seu rendimento?

RG – Não dá para comparar toda a temporada 2009 com apenas 2 meses de trabalho.

Em relação à Copa do Mundo acho que ele perdeu um pouco com aquele cartão vermelho que recebeu contra a Venezuela, acho que não precisava, mas ele já aprendeu a lição e vai conseguir provar que tem vaga na seleção.

Conversamos sobre isso hoje.

P – Entra esquema, sai esquema e Richarlyson continua na equipe cumprindo várias funções, hoje ele é seu principal coringa no elenco?

RG – Não, tenho dois jogadores que correspondem nas várias situações: o Jorge Wagner e o Richarlyson.

Eles já começam a temporada melhor fisicamente que os demais, então já entram à vontade, você pode usá-los como lateral e como meia.

Não fazem sempre um jogo extraordinário, mas garantem sempre uma qualidade, são jogadores que você pode fazer variações táticas, não dá pra ter dez jogadores com este perfil, mas, tendo dois jogadores é importante.

O Richarlyson e o Jorge Wagner se adaptam muito rápido, sempre foi assim na carreira deles, o Jorge Wagner até em outras equipes e o Richarlyson aqui mesmo.

O Richarlyson foi convocado para a seleção jogando de lateral esquerdo.

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