O São Paulo começou o jogo contra o Nacional dando a impressão de que ganharia sem maiores problemas.

Em 20 minutos foram três boas chances: uma bola na trave de Richarlyson, um chute de Washington cara a cara, defendido pelo goleiro Paraguaio e um cruzamento de Marcelinho na pequena área não alcançado por Dagoberto.

Depois dos vinte minutos o São Paulo voltou a jogar o futebol que tanto vem irritando seus torcedores no começo de ano.

Hernanes e Marcelinho sumiram da partida e Jean abusou do direito de errar passes e dar o contra-ataque ao adversário.

Time disperso, errando muitos passes, sem vibração e criatividade.

Com isso o Nacional, que até cera fez, começou a gostar do jogo e, só não saiu do primeiro tempo vencendo, porque Rogério Ceni fez uma bela defesa evitando o gol Paraguaio.

No segundo tempo o São Paulo voltou com Cleber Santana no lugar de Marcelinho Paraíba.

Nos primeiros dez minutos o time voltou como havia terminado o primeiro tempo e o Nacional quase abriu o placar.

Mas quem marcou foi o São Paulo. Em boa jogada Dagoberto deixou Washington na cara do gol, o atacante teve tranqüilidade para driblar o goleiro e tocar para balançar a rede.

Aos 24 minutos Rodrigo Souto entrou no lugar de Cicinho, com Jean sendo deslocado para a lateral direita.
Após o gol o São Paulo cadenciou o jogo e mesmo errando muitos passes conseguiu controlar o fraco time do Nacional.

Aos 39 minutos Dagoberto, um dos poucos que fez uma boa partida, deu lugar a Fernandinho.

Aos 45, em bom lançamento de Cleber Santana, Fernandinho invadiu a área e cruzou para Washington livre de marcação só tocar para o gol.

De positivo, os três pontos que colocam o São Paulo na vice-liderança do grupo 2 com 6 pontos, apenas 1 atrás do Once Caldas.

Dagoberto, Cleber Santana, Rogério Ceni e Washington foram os melhores do São Paulo.

Ponto negativo para o futebol ainda modorrento da equipe e o enorme número de passes errados durante o jogo.
No começo dos anos 70, o São Paulo tinha Gerson em seu meio campo, jogador genial, conhecido como “canhotinha de ouro”.

No século 21, o São Paulo tem Washington em seu ataque, jogador competente, cumpridor e decisivo, que certamente ficará conhecido como “canelinha de ouro” do tricolor.

E você, amigo leitor, o que achou da vitória São Paulina?

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