O técnico do São Paulo Ricardo Gomes concedeu sua primeira entrevista coletiva após a alteração vascular cerebral que o deixou internado por 3 dias.

Acompanhe os principais trechos da coletiva aqui no blog.

P – Fale um pouco do que aconteceu e como esta se sentindo neste momento?

RG – Em primeiro lugar gostaria de agradecer o corpo médico do Hospital São Luiz e os médicos do São Paulo.

Eu sinceramente sempre me senti muito bem, depois do jogo contra o Palmeiras reclamei um pouco de um incomodo na nuca achei que era a coluna.

A partir daí foram vários exames, me viraram do avesso e está tudo bem.

O prazo de 3 a 4 semanas afastado, até quarta-feira não será modificado.

Pode ser modificado a partir de quarta-feira.

Foi muito bom receber o apoio e o carinho de tanta gente.

Espero que na quarta-feira possa estar completamente liberado, por enquanto apenas acompanho o time, não vou para campo.

P – Os médicos recomendaram repouso absoluto e na medida do possível nem assistir aos jogos, isso é um pedido impossível de ser feito a você?

RG – Não é bem assim. Tem a primeira orientação dada logo que você chega e depois as orientações vão mudando.
Esta orientação de não assistir a partida foi feita na segunda-feira, depois caiu.

Conversei com os médicos ontem e falamos sobre o jogo de quinta, então não tem problema nenhum.

Se eu fosse hipertenso ai sim seria um problema mais grave, o que não é o caso, então não corro nenhum risco.
Que fique bem claro que não senti nada desde o jogo contra o Palmeiras.

No hospital fiquei andando, conversando durante todo o tempo.

P – Como vai funcionar a logística entre você e o Milton Cruz?

RG – Inverteu. Normalmente o Milton ficava lá em cima dando os toques pelo rádio, agora inverteu só isso.

P – O que achou do jogo contra o Once Caldas?

RG – Achei que a equipe disputou um primeiro tempo muito bom, depois o time abriu um pouco e perdeu o domínio que era completo, nós temos que corrigir isso, nosso meio de campo abriu e as falhas vieram daí, esse foi o ponto negativo.

P – Como foi assistir ao jogo como um torcedor?

RG – É muito pior! Já estava analisando a partida e no dia seguinte já vim para cá como se estivesse feito o trabalho, já vi o vídeo.

O nervosismo é grande! Quanto você está distante você vai perdendo informações, como foi o dia do jogador, como o cara esta como acordou, o que comeu e esta ligação direta é muito importante.

É muito melhor ficar na beira do campo, não tenho a menor duvida!

P – Você vai a Arena Barueri neste domingo?

RG – Vou acompanhar a equipe sim, claro! Só não vou ficar no campo, mas vou estar no estádio.

P – Nós costumamos dizer que nas adversidades da vida tiramos valiosas lições, o que você tirou de tudo isso que passou?

RG – Estamos sempre aprendendo, claro, eu aprendi que tenho que me cuidar né, emagrecer um pouquinho mais, eu não fumo, não cometo exageros, mas posso emagrecer um pouquinho mais para ficar mais legal!

Essa é a lição que aprendi.

P – O corpo médico já descobriu a causa do seu AVC, pode ter sido por nervosismo?

RG – Vamos esperar, até então estamos eliminando várias hipóteses, vamos ver o que diz os exames da quarta-feira.

Eu não estou sentindo nada!

Se eu estivesse me sentindo mal, com dor de cabeça, eu estaria preocupado.

Eu não tenho nenhum tipo de preocupação, tenho dois filhos lindos que adoro e sou feliz, não tenho nada, absolutamente nada!

P – Então sua expectativa é voltar ao trabalho já na quinta-feira?

RG – Minha expectativa era voltar ontem!

Aliás,ontem não,terça-feira!

P – Até os exames de quarta-feira, você vai continuar vindo no CCT?

RG – Todos os dias!

Eu só não vou fazer o treino na beira do gramado, mas estarei todos os dias aqui, das oito as oito!

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