Conversei com o vice-presidente de Comunicação e Marketing do São Paulo, Julio Casares.

Acompanhe a entrevista feita com o dirigente tricolor.

P – O presidente Juvenal Juvêncio nos disse que teremos uma surpresa com o novo patrocinador, o valor será maior do que os 30 milhões desejados pelo clube, o que o senhor pode falar sobre isso?

JC – É uma expectativa nossa e do presidente também. O São Paulo não tem nenhuma pressa e estamos valorizando ao máximo os espaços da camisa e das propriedades.

O São Paulo pretende elaborar em março um workshop, onde vamos fazer um evento fechado para convidados de segmentos de varejo, Financeiro, automotivo e de telecomunicações.

Os levaremos a conhecer o que vale a propriedade do São Paulo e o que ela dá de retorno e ai sim começar uma negociação.

Nós já temos algumas sondagens positivas, mas acreditamos muito nesse evento, que é um evento profissional.

P – Fiquei sabendo que duas empresas estão mais próximas de um acordo com o São Paulo, é verdade?

JC – É difícil você afirmar que está próximo porque depende de variantes, as conversas ainda são preliminares, e sabemos que na hora de confirmar, existem alguns recuos, existem várias pendências, então o momento é de muita cautela.

Eu acredito muito nesse evento do workshop, mas é claro que até lá pode acontecer.

Existem conversas, existe muita procura, mas o São Paulo está com muita tranqüilidade até porque até o dia 2 de Março, nós temos uma preferência ao atual patrocinador, que mesmo não estando mais na camisa tem uma quarentena.

P – O São Paulo pretende pelo menos 30 milhões pelo patrocínio Máster da camisa e quanto vale as mangas?

JC – A nossa conta é um terço disso, então trabalhamos com 30 mais 10.

Claro que esse valor pode ter um ajuste para cima ou para baixo, tem ajuste de propriedade, hoje a empresa vem para o estádio e faz um investimento no São Paulo ela põe dinheiro em obras no São Paulo e trás ativos ao clube.

P – Sobre a reforma do Morumbi para a Copa, como está a captação de dinheiro da iniciativa privada, já que uma parte do dinheiro virá de empréstimo junto ao BNDES?

JC – Existe, nós estamos conversando com dois parceiros, que seriam dois grandes cotistas e junto com o recurso do BNDES formarão o aporte necessário para que façamos a adaptação e reformas do estádio.

É um tema difícil porque ele é polemico, tem declaração ali, declaração aqui, posição de interesse da abertura da Copa em outros estados, mas temos que saber conviver com isso.

O que eu falo aqui dentro do São Paulo: temos que fazer a lição de casa.

A cada dia que você entra no estádio tem uma novidade.

Será inaugurada a Academia, depois virá a construção do Buffet Infantil e assim por diante.

Porque as grandes empresas como VISA, Nestlé, quando vem para cá, vem com a obrigação de cuidar de um pedacinho do estádio.

E assim vamos eliminando algumas obrigações da FIFA.

O importante é que não perdemos tempo, temos vários estados que ainda não fizeram absolutamente nada e o São Paulo já deu o pontapé inicial!

P – Declarações como a do secretário geral da FIFA, Jerome Valcke, não dificultam a captação de recursos, de novos investidores e parceiros?

JC – Realmente é sempre um fato negativo, mas temos que entender que a FIFA tem que ser exigente mesmo, talvez isso seja recado até para outras praças, porque se o Morumbi que está fazendo a lição de casa é só candidato as oitavas de final, imagine as outras praças então!

Temos que aceitar a critica com tranqüilidade, ele é um dirigente importante da FIFA.

O que interessa é o São Paulo não focar estas declarações e fazer a lição de casa, trabalhando junto com os empresários que são cotistas e que estão aqui participando de cada movimento do estádio do Morumbi.

Não tenho duvidas que vamos superar as criticas, vamos crescer e vamos ter o estádio da abertura da Copa.

Não dá para admitirmos uma abertura de Copa do Mundo fora da capital de São Paulo.

Pela estrutura hoteleira, do transporte publico, da comunicação, dos aeroportos, enfim, de todos os aspectos que a tecnologia e o desenvolvimento econômico sinalizam por uma envergadura que é uma abertura de Copa do Mundo.
Não tenho duvida de que o Morumbi será esse palco.

Entregaremos relatórios a cada dois meses para a FIFA, mostrando que vamos atender a todas as exigências.

Quando a FIFA fizer mais uma exigência, não vamos questionar, vamos atender.

E para isso estamos caminhando.

Se antigamente dizíamos que o Morumbi era inviável para a Copa e hoje já falamos em jogos de oitavas de final e até em semifinal, significa que os degraus estão sendo subidos e vamos subir mais.

Se tudo correr bem, já em Setembro teremos toda a questão financeira alinhavada!

P – Isso significa que o projeto apresentado recentemente pelo São Paulo em Zurique está longe de ser o projeto final do estádio?

JC – Ele é o projeto básico, e como todo projeto ele vai sofrer ajustes, realinhamentos como dizemos.

Os nossos engenheiros e a própria GPM está preparada para fazer estes ajustes.

O importante é que o governo Federal, Estadual e Municipal, já liberou uma verba de 34 bilhões de reais para as obras de infra-estrutura viabilizando a acessibilidade ao estádio do Morumbi, através da linha de Metrô, da linha de um viário elevado do Aeroporto até o estádio, da construção das perimetrais e abertura de grandes avenidas, deixando o Morumbi apto a receber grandes eventos, como já acontece hoje em dia com os shows realizados no local e como acontecerá com a abertura da Copa do Mundo.

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