Rogério Ceni segurando Bandeira

O Brasileirão, em 2009, abrirá o segundo turno de forma emocionante.

Jogos importantes, partidas equilibradas pelo título e contra o rebaixamento.

Para estar dentro do G4 e fora dos 4 últimos colocados.

Porém, para o são-paulino, é noite de razão e emoção.

Nenhuma torcida terá maior orgulho de estar presente ao estádio que a nação tricolor, na noite de quarta-feira.

Noite de quarta-feira que faz lembrar Libertadores, que faz lembrar de heróis tricolores.

Dentre eles, Rogério Ceni, que estará de volta ao seu lugar, o de Capitão do SPFC, após sua traumática fratura.

E mais uma vez, espetacular superação de limites. Contou com a força do Reffis, com a vocação obstinada de outro alicerce tricolor, que gosta de permanecer alheio aos holofotes, o mestre da fisioterapia, Dr. Rosan. Ele e os demais valorosos profissionais do Reffis e do departamento médico do SPFC, merecem o total agradecimento.

Daquele goleiro que ainda tão jovem, vestia a camisa do SPFC e se tornou campeão da Taça Conmebol, em 1994, desbancando junto do Expressinho Tricolor, rivais de tradição. O primeiro título como titular de uma história que havia começado no Tricolor, em 1990, dia 07 de setembro, independência do Brasil.

Surgia ali um talento promissor.

De talento, ao maior líder em campo dos últimos 20 anos, quem sabe, da história do Mais Querido, nos gramados.

O bastião guerreiro da época das vacas magras, sofrida para o são-paulino, entre 1995 e 2005. Mas Rogério lutou com o SPFC, que reformava o Morumbi, que havia perdido o tempo áureo de Telê.

Jamais esmoreceu nesse período, ganhou sim títulos, derrotou o rival Corinthians no retorno de Raí em 1998, impediu que o Santos saísse da fila em 2000, com golaço de craque, uma de muitas das suas faltas memoráveis. O primeiro, marcado em Araras, contra o União São João, em 1997.

E já são 83 gols, do recordista mundial, do goleiro-artilheiro, Rogério Ceni!

Viu ser revelado para o mundo o menino Kaka, em 2001, na conquista do Rio-SP.

Mas os maiores desafios estavam por vir.

“Para conquistar o mundo, é preciso atravessá-lo”, diz o bandeirão tricolor.

O homem dos “limites ilimitados” sabia disso. E foi atrás do desafio, da saga.

A reconquista da vaga na Libertadores, em 2003.

O drama vivido em 2004, mas ao mesmo tempo, o inesquecível duelo com o Rosario Central.

A maturidade, o ápice estava chegando.

2005. Campeão paulista, herói da Libertadores, gigante do Mundial.

O goleiro-artilheiro se tornara o maior goleiro do mundo.

Não se deu por satisfeito. Era o tempo de buscar a SOBERANIA do Brasil, junto do SPFC.

Tri-Hexa.

Eis a história de um mito, que só o são-paulino pôde vivê-la e contará aos seus filhos e netos.

O legado de Rogério Ceni.

Bom retorno, Capitão! A nação tricolor te espera e o reverencia!

OH O CAPITÃO VOLTOU…

Por Carlos Port

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