Julio Casares grande

O São Paulo assinou na manhã desta segunda-feira contrato de patrocínio com a LG Display,para as mangas de suas camisas.

O contrato gira em torno de 3 milhões de reais e tem validade até fevereiro de 2010.

A LG Display,parceira da LG Eletronics,estampará a logomarca da nova tecnologia In-Plane Switching (IPS),que é usada em tvs de LCD,evitando fantasmas,alteração de cores além de aumentar o ângulo de visão.

O vice presidente de Marketing do São Paulo conversou com o blogueiro.

Júlio Casares fala do novo patrocínio,da captação de recursos para a reforma do Morumbi e do momento vivido pela equipe de futebol.

ML – Com o novo patrocínio da manga e o patrocínio principal,o São Paulo chega a 20 milhões de reais?

JC – Só com as duas marcas com certeza,e chega a mais de 30 milhões se juntarmos as parcerias recentes (VISA,Volkswagen,Aché),essas ações incluem backdrop, camarotes e ações no estádio.

Hoje com certeza é a maior receita do futebol Brasileiro,mas temos que melhorar.

Quando o mercado internacional compra menos jogadores,o buraco fica maior e cabe ao marketing esta missão difícil de tapar este buraco.

ML – O São Paulo está mais preocupado com a reforma do Morumbi do que com o time de futebol,e o numero de parceiros já é suficiente para cobrir os gastos com a reforma?

JC – Hoje o numero de parceiros ainda não é suficiente,por isso todos os dias acontecem reuniões com empresas diferentes,de segmentos diferentes,este é um trabalho voltado para a Copa do Mundo.

Não é verdade que a diretoria esteja pensando somente na Copa,existe sim um conjunto de ações.

O São Paulo tem uma linha de raciocínio para a Copa do Mundo,mas tem o comando do futebol.

A má fase da equipe,combinada com a troca de treinador,trouxe a tona esta discussão sobre a Copa do Mundo.

ML – O marketing do São Paulo está preocupado com os prazos dados pela FIFA para o seguimento das obras no estádio em relação a captação de mais recursos?

JC – Vemos com muita serenidade esta questão das exigências da FIFA,mas também vê com muita cautela.

Nós vamos atender tudo o que for determinado pelo caderno de encargos da FIFA,dentro de um calendário que não nos preocupa mas nos trás responsabilidade de estar atento as adequações do estádio.

A cada dia o clube tem conquistado parceiros,conquistado alianças e nós teremos a abertura da copa em São Paulo,no Morumbi.

ML – Esta má fase da equipe pode prejudicar no futuro a negociação de um novo patrocínio com valores maiores?

JC – Eu seria hipócrita se dissesse que não,sempre atrapalha.

Quando o futebol vai mal,vai mal o humor e a convivência.

É claro que não é possível ganhar sempre.

Você precisa ter competitividade e isso o São Paulo vai voltar a ter.

O marketing e o futebol tem que conviver independente do clima,tem que conviver dentro de um planejamento,é por isso que o São Paulo tem um plano diretor de Marketing.

Mas sem dúvida que o mal momento do futebol atrapalha.

ML – Depois de mandar embora o treinador,a diretoria pensa em fazer uma faxina no elenco,e já foi possível detectar o porque da má fase?

JC – Eu não usaria o nome faxina,mas toda reformulação a médio e longo prazo deveria ser permanente em um clube de futebol.

Cabe ao novo técnico fazer um diagnóstico deste elenco,seria prematuro a diretoria se meter no assunto.

É primordial que esta atribuição seja do técnico e da comissão técnica,para que ai então agente pense em um São Paulo diferente no segundo semestre e em 2010.

ML – O São Paulo tem dinheiro em caixa para contratar reforços do exterior?

JC – O São Paulo sempre está atento ao mercado para contratar reforços de dentro ou de fora do Brasil.

Mas o clube tem uma responsabilidade administrativa em que você não pode comprometer seu equilíbrio financeiro e uma politica de gestão.

As vezes você contrata um jogador que compromete seu orçamento e ele não vem a ser um reforço e sim uma grande preocupação.

A diretoria de futebol vai saber agir com sabedoria sobre as oportunidades que virão de fora,mas sempre dentro do principio orçamentário de sempre pagar de acordo com o que arrecada.

ML – Você ficaria incomodado com a ida de Muricy para o Palmeiras?

JC – Não,acho o Muricy um grande trabalhador,um São Paulino autêntico,um cara que aprendemos a admirar e merece uma oportunidade em grandes clubes,como Palmeiras,Internacional e até no futebol Europeu.

O Palmeiras é uma grande instituição e se ele for para lá não vai nos incomodar,travaremos uma competição dentro das quatro linhas com muito entusiasmo.

Só não sei se no Palmeiras ele vai poder bater no braço,porque sabemos que ele é São Paulino.

ML – A palavra rebaixamento passa pela cabeça dos dirigentes São Paulinos?

JC – Não há a menor hipótese desta palavra conviver conosco.

O São Paulo não convive nesta zona de rebaixamento por mais de três rodadas,isto é estatístico.

Falamos isso,porque o São Paulo tem comando e esta atento.

Temos humildade em reconhecer o mal momento,e isso mostra que o time precisa reagir rápido.

Acho que em três ou quatro rodadas o time vai produzir em campo o que o técnico espera dele.

Todos nós diretores e torcedores esperamos uma reação imediata do elenco,porque o São Paulo não pode se acostumar a flutuar nesta zona de perigo.

Tenho certeza que os jogadores tem brio suficiente para reagir.

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