portas do céu e inferno

O São Paulo começa a viver nesta segunda-feira a semana mais importante da temporada até agora.

Na quinta-feira o time decide o seu futuro na Libertadores contra o Cruzeiro no Morumbi.

Precisa de uma vitória com contagem minima para passar a semifinal.

Na teoria uma missão absolutamente possível já que o adversário não consegue jogar bem como visitante.

Mas a fase por que passa o time do Morumbi nos faz prever um jogo de muitas emoções para seu torcedor.

O clima pelos lados do tricolor está longe de ser o ideal para uma semana importante.

A equipe vive seu pior momento na temporada.

Em 10 jogos, apenas 2 vitórias.

Tem o pior começo em campeonatos Brasileiros desde 1998,com 18 pontos disputados e apenas 7 conquistados.

Vários atletas resolveram mostrar publicamente sua insatisfação,seja pela reserva,seja por substituição,seja pela não utilização e até pelo esquema tático adotado pelo treinador.

Por mais que os jogadores tentem mostrar nas coletivas diárias no CCT que tudo esta tranquilo e não há nada de errado no ambiente,não é isso que vemos e sentimos.

Para mim fica claro o desgaste do elenco com o treinador.

Muitos não gostam de jogar improvisado,acham que podem se queimar por não render em uma posição que não é a sua.

Cooperar em um momento de dificuldade é uma coisa,jogar constantemente fora de posição é outra.

Muricy é um técnico que ouve o jogador,não foge do dialogo,mas, sempre faz prevalecer a sua vontade, muitas vezes indo contra o que pensa o elenco.

É obvio que a vontade do treinador tem que prevalecer,até para manter a autoridade e o controle do grupo.

Mas de vez em quando é bom rever conceitos.

A teimosia muitas vezes pode azedar um ambiente.

Com o péssimo futebol apresentado nos últimos tempos,cresceu consideravelmente entre diretoria e conselheiros, a corrente para que se troque o treinador em caso de nova eliminação na Libertadores.

Há três anos,o presidente Juvenal Juvêncio vem bancando quase sozinho a permanência de Muricy no cargo.

O inédito tricampeonato Brasileiro conquistado pelo São Paulo,é o principal cartão de visitas apresentado pelo presidente aos detratores e insatisfeitos com o trabalho de Muricy Ramalho.

Neste ano, um fator inédito em relação aos anos anteriores,pode fazer a situação ficar insustentável
em caso de novo insucesso.

Se em 2006 o São Paulo perdeu para o Inter em Porto Alegre,em 2007 para o Grêmio também em Porto Alegre e em 2008 para o Fluminense no Maracanã,agora a decisão é em casa,no Morumbi.

Ser desclassificado em casa,pode ser a gota d’água.

Sem duvida não é o clima ideal para se trabalhar em uma semana tão importante.

Mas para Muricy Ramalho não resta outra coisa senão colocar seu bordão favorito em prática.

Se o trabalho vai dar resultado ou não,só saberemos na próxima quinta-feira.

A classificação afasta temporariamente as nuvens negras.

Dá um novo folego ao treinador e ao elenco.

A eliminação pode causar o naufrágio da embarcação.

E desta vez com seu capitão afundando junto.

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