calcasDR CATTA-PRETA

 

 

“ASSIM FALOU CALCAS”

 

 

 

 

 

Amigos queridos, raros e eventuais leitores de meus atrevimentos literários e internéticos, aqui estou eu de novo.

Plimmmmmm… É Calcas quem vos dirige modestamente a palavra. Calcas, o vidente.

Calcas Catta-Preta.

Li, hoje, dia 07 de dezembro de 2.008, a coluna do Tostão na FOLHA. Meu ídolo, Tostão, referiu-se a um jornalista do mesmo jornal onde ele, depois de parar de jogar trabalha, qualificando-o como um áugure, atribuiu-lhe o Tostão poderes de pressagiar, colocou-o, à vista do Brasil, como se ele fosse eu! Disse que foi ele, o tal jornalista, o único ser vivo do mundo a prever que o São Paulo seria o campeão brasileiro.

Perdoe-me, meu grande ídolo Tostão, mas quem pressagiou a conquista do São Paulo não foi ele, o seu amigo, fui eu, Calcas.

Fui eu!

Incorporado do espírito do vidente, cujo pai é o mestre de todos os mestres da literatura, Homero, basta visitar este blog e acessar manifestações anteriores, para constatar que fui eu sim, Calcas, que sentenciei que o São Paulo, então há onze pontos atrás do Grêmio, e privilegiando-se dos futuros encontros diretos entre os primeiros colocados e, fazendo simplesmente o seu papel, seria o campeão.

Fui eu, (ah! como é bom ser vidente) que, pela janela do meu apartamento no Paraíso, vi três andorinhas diferentes com uma coleira vermelha no pescoço que, fazendo vagabundas manobras voadoras pelo azul do céu, anunciavam-me o que iria acontecer. Elas, na sua alvinegrice, rasgavam o azul do céu estranhamente vestidas com coleiras vermelhas, eram tricolores, prenunciavam um impossível, mas possível tri, do tricolor.

Anunciei, amigos meus, quem seriam os classificados para a Libertadores, previ quem seria o campeão brasileiro.

Leiam, leiam, por favor, meus raros leitores, aquilo que eu, Calcas, escrevi, quando todos proclamavam que o Grêmio se consagraria!

Perdoe-me, Tostão, meu craque que maneja as letras com a mesma doçura com que tratava a fútil dona bola, mas fui eu.

Quero o privilégio, é meu! Exijo o reconhecimento. Mereço o galardão!

Sei, concorro com outros enxergadores da história, prezo e admiro Tirésias, respeito Cassandra, ave oráculos, contenham-se partidários de meus ilustres concorrentes, porém não permitirei que aventureiros e levianos se sirvam de meu cetro.

Calcas ousou desafiar a matemática.

Irmãos, com todo o respeito pelos matemáticos, o que é a matemática?

A matemática pode com o que é exato, nada mais.

O que é exato é burro, não tem graça. O que pode a física?

Calcas não é da matemática, Calcas não é da física, Calcas é da metafísica, Calcas é das humanidades, Calcas é, acima de tudo, intuitivo.

Podem, a matemática, ou a física, modificar os costumes, podem os números aritméticos e a exatidão da física corrigir um vício, podem, exatas como são essas ciências, melhorar um caráter, aplacar um hábito inconveniente?

Respondam, atentos leitores!

Meditem.

Podem?

Não podem.

Pois é.

Abaixo a mesmice do que é o que é.

Instruo-me com o que foi, gosto do que deve ser, prefiro o que pode ser, invisto no que acho que será.

Sou Caetanista, quando Calcas não se manifesta em mim, ainda assim sou advogado, dois mais dois, para Calcas, e para Catta, talvez tenha como produto quatro, ou cinco!

Entenderam?

Evoé!

Plimmmmmm.

Não sou mais Calcas.

Volto a ser o Catta, são-paulino.

Estou caído de glórias, como diria Sangirardi.

Viva o São Paulo!

Duvido que alguém mais será tri-campeão brasileiro, tri verdadeiro, três vezes seguidas, uma depois da outra.

Minto. Sem ser Calcas, só Catta.

Talvez só o próprio São Paulo consiga repetir a façanha.

Os adversários, ao que parece, continuarão contribuindo, não progridem, assistem, dão margem ao aparecimento de outros Calcas.

São-paulinos de todo o Brasil: Calcas, implacável, tal qual Zaratustra, filho de Nietzche, já gritara para o mundo que ia dar São Paulo, tinha que dar São Paulo, deu São Paulo!

Alguma dúvida?

E, mais uma vez: tenho dito!

Viva o São Paulo!!!!!

 

 

 

Dr Catta-Preta é advogado e são-paulino

 

 

 

 

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