Perda do ponto conquistado, multa de 10 mil reais, exclusão do próximo Brasileirão e técnico suspenso por um ano. Essas foram as punições mais severas aplicadas pelo STJD, ontem, ao Duque de Caxias/RJ. Dois jogadores, acusados de simular contusão, pegaram gancho de 120 dias. Ainda cabe recurso.
 
Na partida contra o Rio Branco/AC, pela Série C do Brasileirão, o Duque de Caxias teve 3 jogadores expulsos e aos 37 do segundo tempo dois atletas pediram atendimento médico e foram orientados pelo técnico da equipe a permanecerem no chão, fato flagrado pelo árbitro que relatou a ocorrência na súmula.
 
Algo parecido ocorreu em Agosto de 1963, mas em campo estavam duas das maiores equipes do futebol brasileiro. O Santos de Pelé, Coutinho e Pepe, e o São Paulo de Bellini, Roberto Dias e Pagão.
 
A partida entrou para a história como o dia em que o Santos fugiu de campo. Pelé e Coutinho foram expulsos no primeiro tempo, e após o intervalo a equipe praiana voltou com oito atletas, pois um ficara “contundido” no vestiário.
 
Quando Pagão marcou o quarto gol para o São Paulo, Pepe e Dorval simularam contusão e a partida teve de ser encerrada pelo árbitro Armando Marques.
 
O São Paulo com sua modesta equipe (a prioridade do clube era a construção do Morumbi) fez o Santos de Pelé fugir de campo.
 
Toda a imprensa da época condenou a atitude dos santistas e a manchete de “A Gazeta Esportiva” foi: “Santos fugiu de campo: desfecho deplorável do prélio, provocado pelo Santos, fez mal a si próprio, ao nosso futebol, e principalmente ao público, que foi o grande esbulhado.”
 
Os heróis são-paulinos, comandados por Oswaldo Brandão, foram Suli, Deleu, Bellini, Ilzo, Roberto Dias, Jurandir, Faustino, Cecílio Martínez, Benê, Pagão e Sabino.
 
E se naquela época já existisse o STJD? Vocês acham que o Santos seria punido?
 
Eu duvido.
 

Por Carlos Fabiano de Souza. 

 

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