Ontem na entrevista coletiva de Muricy Ramalho no CCT, perguntei ao treinador sobre a Blindagem ao elenco nesta semana decisiva e também sobre as visitas tão freqüentes no CCT em momentos de decisão.
Muricy não quis ser indelicado com a diretoria, mas com sua sinceridade característica me respondeu: ”Espero que não apareçam”.
Explico ao leitor o motivo da minha pergunta.
Para Muricy Ramalho o CCT é um lugar sagrado, é o local de trabalho do São Paulo, é seu escritório.
O CCT não é aberto à torcida, já foi no passado, mas depois que a organizada invadiu um treinamento para jogar pipoca nos atletas (Na época do Kaká) a diretoria acabou com os treinos abertos aos torcedores (Sábados).
Mas o sábado continuou sendo o dia das visitas.
Muitos conselheiros do clube levavam seus convidados para assistir o treino.
O problema é que o numero de visitas começou a ser tão grande que atrapalhava até o trabalho da imprensa.
Em uma ocasião havia tanta gente na sala de imprensa, que eu pensei estar na Rua 25 de março em véspera de feriado e não em meu local de trabalho no CCT.
A diretoria alertada sobre a situação brecou a “festa de Babete “que estava acontecendo e passou a ser mais rigorosa quanto à entrada de convidados no CCT.
De um tempo para cá, realmente ficou mais tranqüilo o trabalho do time e da imprensa aos sábados no CCT.
Minha pergunta ao Muricy foi baseada nos fatos citados acima.
Já que em semanas decisivas, é normal o aumento no numero de convidados e “celebridades”passeando pelas alamedas do centro de treinamentos.
Acho que no próximo sábado, ultimo treino do São Paulo antes do jogo contra o Fluminense, será inevitável a presença dos convidados da diretoria e afins.
Até porque agora muitos vão querer ser “o pai da criança”, se é que me entendem.
Mas de qualquer forma, acho que Muricy deveria liberar a entrada dos familiares dos atletas (principalmente as crianças), para deixar o ambiente alegre e descontraído.
Como, aliás, já fez em algumas ocasiões durante esta temporada.