O São Paulo, hoje, é vice líder do Brasileirão e luta ponto a ponto pelo inédito tricampeonato.
Mas há algum tempo a situação não era essa.
O leitor se lembra que após a derrota para o Grêmio na primeira rodada do returno, a diferença para o clube Gaúcho ficou em 11 pontos.
O desanimo se abateu no elenco tricolor, a grande maioria dos atletas, diretoria e comissão técnica, jogaram a toalha no que diz respeito à conquista do titulo.
A meta seria única e exclusivamente a vaga para libertadores.
Nem o velho e batido discurso de que o campeonato é longo e muita coisa pode acontecer em 18 rodadas, animou o pessoal.
O ápice da apatia aconteceu no jogo contra o Atlético Mineiro, quando a equipe mostrou um futebol que envergonharia qualquer time da várzea paulistana.
Depois daquele empate medíocre, Muricy Ramalho se reuniu com o elenco e cobrou mais dedicação e vergonha na cara.
Os jogadores lavaram a roupa suja, apararam as arestas e prometeram lutar até o final para cumprir a obrigação de levar o São Paulo a libertadores.
Coincidência ou não, desde então o time disputou 7 jogos, venceu 5 e empatou 2.
O futebol pode não empolgar, mas ninguém pode dizer um A, sobre a dedicação e espírito de luta dos jogadores em campo.
A reação e mudança de atitude da equipe culminaram com a queda de rendimento dos principais rivais.
A cada ponto conquistado, uma posição a mais na tabela, e de tropeço em tropeço dos adversários, veio a vice liderança.
Os 11 pontos de diferença para o Grêmio viraram 3.
O desanimo e a apatia deu lugar à esperança e a luta pela vitória.
O São Paulo,pode não ganhar o titulo,pode até acabar fora da zona de classificação para libertadores.
Mas de uma coisa o torcedor pode ter certeza, espírito de luta não faltará ao time.
Quem convive diariamente com o elenco no CCT, como eu, vê claramente a mudança de ambiente nos últimos tempos.
O gigante acordou a sete rodadas atrás, resta saber se terá fôlego suficiente para agüentar mais sete.
As cinzas começam a tomar forma de Fênix, uma Fênix tricolor.